18/11/2008

Açores, um olhar outro

Azores

Great green ships
themselves, they ride
at anchor forever;
beneath the tide

huge roots of lava
hold them fast
in mid-Atlantic
to the past.

The tourists, thrilling
from the deck,
hail shrilly pretty
hillsides flecked

with cottages
(confetti) and
sweet lozenges
of chocolate (land).

They marvel at
the dainty fields
and terraces
hand-tilled to yield

the modest fruits
of vines and trees
imported by
the Portuguese:

a rural landscape
set adrift
from centuries;
the rift

enlarges.
The ship proceeds.
Again the constant
music feeds

an emptiness astern,
Azores gone.
The void behind, the void
ahead are one.

John Updike

Qualquer dia publico aqui a tradução de Jorge de Sena.

2 comentários:

Katharine disse...

RIP John Updike, 27 Jan 2009:
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/01/27/AR2009012701656.html?hpid=topnews

Adoro o poema "Azores" de Updike. Pode publicar aqui a tradução de Jorge de Sena? Obrigada.

Maria das Mercês disse...

Olá Katharine, bem-vinda ao meu humilde blogue! Ainda bem que leu este poema aqui e me lembrou a minha promessa de publicar a tradução de Jorge de Sena. Vou fazer isso, sim senhora, dê-me alguns dias e faço-o! Abraço