
Esta-de-a-dor!
Esta semana acabei por aterrar nesta crónica por meio de uma sequência de imagens e pensamentos, no mínimo, tortuosa! E acabei por aterrar, como dizia, na palavra ESTADO, suas derivações e complicações.
Todos nós sabemos que o estado da educação em Portugal não está… enfim… em estado de graça. Não vou opinar, apoucar ou engrandecer. Mas não posso deixar de dizer que fazer estadeação do assunto não é boa ideia! Tudo isto porque ouvi, na rádio, um anúncio que promete a acção dos seus profissionais “especializados em tempo recorde”. Daí, saltei para a velha questão da colocação dos vários elementos na frase (neste caso, a expressão “em tempo recorde” deveria estar junto do verbo principal e não dos “profissionais especializados”, mas também sei que não é uma construção sintáctica simples de solucionar); depois, dei um pulo para o conceito de formação ou educação (sendo que a educação/boas maneiras também é um tema interessante, principalmente na estrada); a seguir lembrei-me da contenda estada-estadia, uma contenda provavelmente fútil pois no dicionário uma é sinónimo da outra, no sentido de permanência (acrescento que estadia está mais próxima de prazo para cargas e descargas, ou de tempo de permanência de um barco no porto; e estada, de demora ou estância); e finalmente cheguei a estado, seja por causa do estado do Estado ou do estadão do estado de espírito em que vivemos, que raia o estado de choque por via do estado de sítio em que a sociedade se transformou, fazendo apagar para sempre um certo estado de inocência. Nem vos digo do miserável estado em que fiquei depois disto tudo!
Esta semana acabei por aterrar nesta crónica por meio de uma sequência de imagens e pensamentos, no mínimo, tortuosa! E acabei por aterrar, como dizia, na palavra ESTADO, suas derivações e complicações.
Todos nós sabemos que o estado da educação em Portugal não está… enfim… em estado de graça. Não vou opinar, apoucar ou engrandecer. Mas não posso deixar de dizer que fazer estadeação do assunto não é boa ideia! Tudo isto porque ouvi, na rádio, um anúncio que promete a acção dos seus profissionais “especializados em tempo recorde”. Daí, saltei para a velha questão da colocação dos vários elementos na frase (neste caso, a expressão “em tempo recorde” deveria estar junto do verbo principal e não dos “profissionais especializados”, mas também sei que não é uma construção sintáctica simples de solucionar); depois, dei um pulo para o conceito de formação ou educação (sendo que a educação/boas maneiras também é um tema interessante, principalmente na estrada); a seguir lembrei-me da contenda estada-estadia, uma contenda provavelmente fútil pois no dicionário uma é sinónimo da outra, no sentido de permanência (acrescento que estadia está mais próxima de prazo para cargas e descargas, ou de tempo de permanência de um barco no porto; e estada, de demora ou estância); e finalmente cheguei a estado, seja por causa do estado do Estado ou do estadão do estado de espírito em que vivemos, que raia o estado de choque por via do estado de sítio em que a sociedade se transformou, fazendo apagar para sempre um certo estado de inocência. Nem vos digo do miserável estado em que fiquei depois disto tudo!
Publicado no Açoriano Oriental a 22 Mar 09
4 comentários:
MM,
quero dar-te os parabéns, pois assegurar aquele espaço no AO todas as semanas não é fácil! E fico sempre surpreendida com a tua capacidade de aliar a sabedoria a uma criatividade "deliciosa".
Bjs,
Raquel Roque
Obrigada, Raquel, pelo teu apreço e pela tua compreensão! Tem semanas que realmente não é fácil cumprir o compromisso!
:)
Farpaitement!
É mais fácil do que parece. Se me saísse o Euromilhões, duas coisas eu faria até ao fim da vida: viajar e escrever.
João Carvalho, bem-vindo a este humilde blogue. Escrever também me é fácil, porque o faço profissionalmente há muitos anos e porque me está no sangue (escrevi o primeiro texto criativo aos 6, um poema - pavoroso! - para oferecer ao meu pai!); o que não é fácil é manter o compromisso semanal, o tema, a criatividade... Quanto ao viajar, é já!
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